Raio X do Investidor Brasileiro: avanços, desafios e tendências do comportamento financeiro da população

A 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, publicada pela Anbima em parceria com o Datafolha, traz um retrato importante sobre a relação dos brasileiros com dinheiro, poupança, investimentos e planejamento de longo prazo. O estudo ouviu 5.832 pessoas nas cinco regiões do Brasil, com 16 anos ou mais, de todas as classes econômicas, com ou sem renda individual.

O que o Raio X revela sobre o investidor brasileiro?

Logo no início, a pesquisa mostra avanços na cultura financeira do país. Nos últimos cinco anos, a parcela da população que conseguiu economizar algum dinheiro ao longo do ano subiu de 27% para 33%. Já o grupo que realizou algum tipo de investimento avançou de 18% para 24%. A fatia de pessoas consideradas investidoras passou de 31% para 36% no mesmo período.

Esse movimento é positivo, pois embora o Brasil ainda tenha um longo caminho pela frente em educação financeira, os dados indicam uma mudança gradual de comportamento. Mais pessoas estão tentando organizar seus recursos, poupar e construir algum tipo de proteção para o futuro.

Nesse sentido, a prioridade deve ir além de simplesmente guardar dinheiro. O desafio é transformar esse hábito em estratégia, considerando a preservação do poder de compra, diversificação dos investimentos e segurança financeira no longo prazo.

Para facilitar a leitura, confira um resumo dos dados que ajudam a entender a evolução do comportamento financeiro dos brasileiros:

Avanços apontados pela pesquisa

Pontos de atenção

Mais pessoas conseguiram economizar

Quase um terço não tem nenhum valor guardado

O número de investidores aumentou

Muitas reservas duram menos de seis meses

O conhecimento sobre produtos financeiros cresceu

A dependência da previdência pública ainda é alta

A poupança perdeu espaço

Apenas 16% já iniciaram uma reserva complementar

Títulos privados e fundos cresceram

Fraudes e golpes financeiros atingiram 34% dos brasileiros

Investir e diversificar: a busca por novos horizontes

Outro ponto relevante do estudo está relacionado ao avanço do conhecimento sobre investimentos e à diversificação das carteiras. A parcela de pessoas que conhecem algum produto financeiro de forma espontânea subiu de 28% para 43% em cinco anos, alcançando o maior nível da série histórica em 2025.

Ainda assim, a caderneta de poupança permanece como o investimento mais utilizado pela população em geral e segue como o principal produto entre os investidores. A diferença é que ela perdeu espaço de forma significativa: caiu de 75% para 61% no período analisado.

À medida que o interesse pela poupança diminui, cresce a busca por outras alternativas, especialmente em renda fixa. Entre os investidores, os títulos privados passaram de 8% para 20%, enquanto os fundos de investimento avançaram de 9% para 14% em cinco anos.

Na prática, esse movimento sugere um amadurecimento do mercado financeiro brasileiro. Aos poucos, os investidores começam a reduzir a dependência da poupança e a ampliar a diversificação, buscando alternativas mais alinhadas aos seus objetivos.

Entre pessoas de diferentes idades, há um ponto em comum: a segurança aparece como uma das principais vantagens de investir em produtos financeiros. Mas, para as gerações mais jovens, o retorno obtido com as aplicações ganha mais peso. O estudo mostra que 41% da Geração Z e dos Millennials apontam o retorno como principal vantagem de investir, enquanto a segurança tem mais relevância entre a Geração X e os Boomers.

Quando perguntados sobre o destino do retorno obtido com os produtos financeiros, os investidores citam primeiro a compra de imóvel, mencionada por 32% deles. Em seguida, aparece a intenção de manter o dinheiro aplicado, com 22%. Esses dados mostram que o investimento ainda está muito associado à realização patrimonial e à continuidade da construção de riqueza.


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A ausência de planejamento, o estresse financeiro e as intenções sobre investimento

Apesar dos avanços, a pesquisa também revela fragilidades importantes. Quase um terço dos investidores não reconhece nenhuma desvantagem em investir em produtos financeiros. Ao mesmo tempo, considerando a população em geral, quase um terço não possui nenhum valor guardado.

Embora 69% afirmam ter algum dinheiro reservado para emergências, 43% consumiram todo esse recurso em até seis meses. Isso mostra que ter uma reserva é importante, mas também é preciso avaliar se ela é suficiente para atravessar períodos de instabilidade.

A preocupação fica ainda maior quando o tema é aposentadoria. Entre os não aposentados, 60% esperam contar com a previdência pública como principal fonte de renda no futuro. Entre os já aposentados, 93% dependem do benefício. Ao mesmo tempo, apenas 16% das pessoas já começaram a construir uma reserva complementar.

Esse dado reforça uma das principais vulnerabilidades financeiras da população brasileira: a distância entre a expectativa de segurança no longo prazo e a preparação real para alcançá-la.

Os motivos para não guardar dinheiro continuam ligados, principalmente, a condições financeiras desfavoráveis. Em 2025, esse fator foi citado por 82% dos entrevistados, contra 75% em 2021. Além disso, cerca de um terço dos brasileiros afirma ter tido gastos maiores do que a renda nos últimos seis meses.

Esse grupo apresenta mais dificuldade para economizar e investir, maior percentual de dívidas em atraso e menos acesso a uma reserva de emergência. Oestresse financeiro também aparece associado à menor capacidade de poupança, menor proteção financeira e maior endividamento.

Ainda assim, as intenções para 2026 mostram uma perspectiva positiva. Segundo a pesquisa, 8% da população, o equivalente a 14,5 milhões de pessoas, investe atualmente, mas pretende deixar de investir em 2026. Em contrapartida, 14%, ou 23,2 milhões de pessoas, ainda não investem, mas afirmam que pretendem começar.

Se essas intenções se concretizarem, o saldo projetado será de 8,7 milhões de novos investidores no ano.

A pesquisa também traz dados sobre temas atuais que impactam diretamente a saúde financeira da população. Fraudes e golpes financeiros, por exemplo, atingiram 34% dos brasileiros. Já o uso de assistentes de inteligência artificial como canal de informação sobre investimentos aparece entre 9% dos investidores.

Educação financeira e planejamento estratégico: caminhos para um futuro mais seguro

Esses dados reforçam uma reflexão importante. Em um país marcado por incertezas políticas, fiscais, econômicas e previdenciárias, a educação financeira deixa de ser apenas um diferencial para o investidor brasileiro. Ela passa a ser uma ferramenta de proteção.

A dificuldade em manter hábitos saudáveis com o dinheiro mostra que muitas famílias ainda vivem sem uma estratégia clara para lidar com imprevistos e construir segurança para o futuro.

Por isso, planejar não significa apenas investir. Significa organizar a vida financeira em diferentes horizontes:

  • No curto prazo, ajuda a formar reserva, reduzir vulnerabilidades e lidar melhor com emergências.
  • No médio prazo, permite realizar objetivos com mais previsibilidade, como aquisição de bens, educação, viagens ou projetos familiares.
  • No longo prazo, torna-se essencial para proteger o patrimônio, preparar a aposentadoria e preservar o padrão de vida.

Nesse processo, uma assessoria financeira qualificadapode ajudar a transformar intenção em ação. Com orientação adequada, fica mais fácil fazer escolhas alinhadas ao perfil, ao momento de vida e aos objetivos de cada pessoa.

Mais do que indicar produtos, o papel da assessoria é construir uma visão estratégica. Isso envolve cenário econômico, diversificação, liquidez, risco, horizonte de tempo e objetivos patrimoniais.

A ZIIN, Plataforma de Investimentos Unicred, atua justamente nesse ponto: ajudando investidores a alinhar suas estratégias ao perfil, aos objetivos de vida e às mudanças do mercado.

Por meio de uma plataforma tecnológica e de um amplo portfólio de produtos, que inclui alternativas de renda fixa, renda variável, fundos de investimento e planos VGBL, entre outras opções, a ZIIN contribui para que cada investidor organize sua vida financeira com mais clareza, proteção e visão de futuro.

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FAQ: Raio X do Investidor Brasileiro

1. O que é o Raio X do Investidor Brasileiro?
É uma pesquisa da Anbima, em parceria com o Datafolha, que analisa a relação dos brasileiros com dinheiro, poupança, investimentos e planejamento financeiro.

2. Quantos brasileiros conseguem economizar dinheiro?
Segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, 33% da população conseguiu economizar algum dinheiro ao longo do ano.

3. Qual é o investimento mais usado pelos brasileiros?
A caderneta de poupança ainda é o investimento mais utilizado, embora tenha perdido espaço nos últimos anos.

4. Como começar a investir com mais segurança?
O primeiro passo é entender seu perfil, seus objetivos e seu prazo. Depois, vale buscar orientação para escolher produtos alinhados à sua realidade financeira.

5. Como a ZIIN pode ajudar nos investimentos?
A ZIIN, Plataforma de Investimentos Unicred, ajuda investidores a alinhar estratégias ao perfil, aos objetivos de vida e às mudanças do mercado.

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