
Janeiro de 2026 trouxe sinais importantes de mudança no cenário macroeconômico global. Fragilidade fiscal nas economias desenvolvidas, tensões geopolíticas crescentes e um dólar mais fraco criaram o pano de fundo para uma rotação de fluxos em direção a ativos reais e mercados emergentes.
Esse movimento está alinhado com a chamada tese do debasement trade: a ideia de que níveis elevados de endividamento público e políticas fiscais expansionistas tendem, ao longo do tempo, a corroer o poder de compra das moedas fiduciárias. Não se trata de um colapso iminente, mas de uma mudança estrutural na forma como os investidores avaliam risco, retorno e preservação de valor.
Cenário doméstico
No Brasil, o cenário segue relativamente construtivo. A inflação mostra sinais de acomodação, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta, enquanto a atividade econômica ainda demonstra resiliência no curto prazo. O mercado de trabalho segue apertado, com taxa de desemprego em mínima histórica, e a política monetária permanece restritiva, reforçando o diferencial de juros do país em relação às economias desenvolvidas.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar o bom desempenho recente dos ativos domésticos e o fortalecimento do real, especialmente em um contexto global que valoriza países exportadores de commodities, energia e alimentos.
Cenário externo
Nos Estados Unidos, apesar da atividade ainda robusta, começam a surgir sinais de moderação no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, a deterioração fiscal ganha protagonismo no debate econômico, com o custo da dívida pública alcançando níveis historicamente elevados. A alta sincronizada dos juros longos nas principais economias reflete um mercado mais exigente na precificação do risco soberano.
Com o dólar apresentando desempenho fraco no início de 2026, ativos reais como ouro e commodities voltaram a ganhar destaque, tanto por fundamentos quanto como proteção monetária. Nesse ambiente, a alocação global tende a favorecer mercados emergentes e ativos tangíveis, reforçando tendências observadas desde o fim de 2025.
O cenário segue desafiador, mas também repleto de oportunidades para quem entende as mudanças estruturais em curso e consegue navegar essa nova dinâmica global com disciplina e visão de longo prazo.
Janeiro de 2026 trouxe sinais importantes de mudança no cenário macroeconômico global. Fragilidade fiscal nas economias desenvolvidas, tensões geopolíticas crescentes e um dólar mais fraco criaram o pano de fundo para uma rotação de fluxos em direção a ativos reais e mercados emergentes.
Esse movimento está alinhado com a chamada tese do debasement trade: a ideia de que níveis elevados de endividamento público e políticas fiscais expansionistas tendem, ao longo do tempo, a corroer o poder de compra das moedas fiduciárias. Não se trata de um colapso iminente, mas de uma mudança estrutural na forma como os investidores avaliam risco, retorno e preservação de valor.
Cenário doméstico
No Brasil, o cenário segue relativamente construtivo. A inflação mostra sinais de acomodação, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta, enquanto a atividade econômica ainda demonstra resiliência no curto prazo. O mercado de trabalho segue apertado, com taxa de desemprego em mínima histórica, e a política monetária permanece restritiva, reforçando o diferencial de juros do país em relação às economias desenvolvidas.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar o bom desempenho recente dos ativos domésticos e o fortalecimento do real, especialmente em um contexto global que valoriza países exportadores de commodities, energia e alimentos.
Cenário externo
Nos Estados Unidos, apesar da atividade ainda robusta, começam a surgir sinais de moderação no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, a deterioração fiscal ganha protagonismo no debate econômico, com o custo da dívida pública alcançando níveis historicamente elevados. A alta sincronizada dos juros longos nas principais economias reflete um mercado mais exigente na precificação do risco soberano.
Com o dólar apresentando desempenho fraco no início de 2026, ativos reais como ouro e commodities voltaram a ganhar destaque, tanto por fundamentos quanto como proteção monetária. Nesse ambiente, a alocação global tende a favorecer mercados emergentes e ativos tangíveis, reforçando tendências observadas desde o fim de 2025.
O cenário segue desafiador, mas também repleto de oportunidades para quem entende as mudanças estruturais em curso e consegue navegar essa nova dinâmica global com disciplina e visão de longo prazo.










