IBC-Br, varejo e inflação nos EUA: confira o que ficou no radar do mercado na última semana

A última semana foi marcada por divulgações relevantes que contribuíram para uma leitura mais clara do ambiente macroeconômico, tanto no Brasil quanto no exterior. No cenário doméstico, os indicadores de atividade surpreenderam positivamente, sugerindo um aquecimento na reta final do ano impulsionado pelo consumo. No ambiente internacional, os dados de inflação nos Estados Unidos reforçaram a trajetória de desinflação gradual, trazendo certo alívio para as expectativas de política monetária.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,7% em novembro, interrompendo dois meses consecutivos de retração. O resultado refletiu expansão tanto na indústria quanto nos serviços, enquanto o componente agropecuário apresentou leve recuo. A leitura consolida um quadro de atividade sustentada pelo consumo no fim do ano, influenciado por fatores pontuais.

No comércio, as vendas no varejo apresentaram desempenho robusto em novembro. O varejo ampliado cresceu 0,7% na comparação mensal, enquanto o varejo restrito avançou 1,0%, superando as expectativas do mercado. O resultado foi impulsionado principalmente pelas promoções da Black Friday, com avanço tanto em segmentos mais sensíveis ao crédito quanto à renda.

Exterior

No cenário internacional, a inflação ao consumidor nos Estados Unidos apresentou leitura mais benigna em dezembro. O núcleo do CPI registrou variação mensal inferior ao esperado, mantendo a taxa anual em 2,6%, enquanto o índice cheio acumulou alta de 2,7% em 12 meses. O resultado reforça a percepção de arrefecimento gradual das pressões inflacionárias, ainda que revisões nas estimativas do PCE recomendem cautela na avaliação prospectiva.

Mercados

No mercado financeiro doméstico, o Ibovespa passou por um movimento de ajuste após dois pregões consecutivos de máximas históricas. O índice recuou 0,46% na sexta-feira, encerrando aos 164.799,98 pontos, em um dia marcado por realização de lucros. Ainda assim, no acumulado da semana, o desempenho permaneceu positivo, com alta de 0,88%, enquanto no mês o ganho chega a 2,28%. A pressão negativa veio principalmente do setor bancário, parcialmente compensada pela valorização das ações da Petrobras e pela estabilidade de Vale.

O dólar à vista encerrou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,3726, em linha com o comportamento da moeda americana no exterior.

Agenda da semana

Para esta semana, os principais destaques da agenda econômica concentram-se na divulgação de indicadores relevantes tanto no cenário internacional quanto no doméstico. Na quinta-feira, os mercados acompanham os dados de PIB dos Estados Unidos e o Índice de Preços PCE, referência central para a avaliação da dinâmica inflacionária pelo Federal Reserve.

Já na sexta-feira, no Brasil, o foco recai sobre o IPCA-15, que fornece uma leitura antecipada do comportamento da inflação ao consumidor e pode influenciar as expectativas em relação à condução da política monetária.

Navegue pelo índice