
O IPCA de janeiro registrou alta de 0,33%, repetindo o ritmo de dezembro, enquanto o acumulado em 12 meses avançou para 4,44%, acima dos 4,26% anteriores, permanecendo dentro da banda de tolerância, porém ainda distante do centro da meta.
A pressão concentrou-se em Transportes, com destaque para combustíveis e reajustes tarifários, ao passo que grupos como Habitação e Vestuário contribuíram para atenuar o índice, sinalizando ausência de disseminação inflacionária mais ampla neste momento.
Em nossa avaliação, o resultado confirma um ambiente de inflação ainda resiliente, mas sem reaceleração, compatível com o início da flexibilização monetária já sinalizada para março. No entanto, a leve aceleração no acumulado e a persistência de pressões pontuais reforçam a necessidade de prudência, aumentando a probabilidade de um corte inicial mais gradual, de 0,25 p.p., em linha com a estratégia de calibrar o ritmo de redução dos juros ao progresso efetivo da convergência para o horizonte relevante de 2027.










