
A semana foi marcada pela preocupação com os impactos do conflito no Oriente Médio. O mercado monitorou o preço do petróleo para precificar os outros ativos, com forte volatilidade nas bolsas. Possíveis indícios de encerramento do conflito e reabertura do Estreito de Ormuz geraram algum otimismo e levaram as bolsas a uma valorização momentânea. Entretanto, a realidade se impôs e o mercado incorporou expectativas de recrudescimento do conflito e efeitos perenes na inflação, curva de juros e atividade econômica.
As atas das decisões de política monetária do Banco Central Brasileiro e norte-americano expressaram preocupação com o impacto do conflito e condicionaram as próximas decisões de política monetária aos dados. Petróleo acima dos US$ 100, patamar de encerramento da semana passada, se persistente, tende a ter impacto sobre inflação e atividade econômica.
No Brasil, a prévia da inflação de março medida pelo IPCA-15 registrou alta de 0,44% em relação ao mês anterior. Já a divulgação da taxa de desemprego medido pela PNAD mostrou uma leve piora, com 5,80%, embora em patamar historicamente baixo.
Nos mercados, mesmo a semana tendo encerrado em dia de aversão a risco, os dias anteriores exibiram valorização para ativos de risco. O Ibovespa fechou a semana em alta de aproximadamente 3,00%. A queda diária na sexta-feira foi de 0,65%, atingindo 181.556,76 pontos.
Já o dólar fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,24, registrando uma queda semanal de 1,27%.
Agenda econômica
Para esta semana, teremos a divulgação das ofertas de empregos JOLTS nos EUA na terça-feira. Na quarta-feira, também nos EUA, será divulgada a variação de empregos Privados ADP. No Brasil, o destaque é a Produção Industrial, que será divulgada na quinta-feira. Na sexta-feira, feriado brasileiro, serão divulgados Payroll e Taxa de desemprego nos EUA.











