Um SIM Card, ou cartão SIM (no Brasil também chamado de chip), é um pequeno componente que armazena informações essenciais como o número de telefone, dados de autenticação e configurações de rede, tudo o que permite a conexão de um aparelho celular à operadora.

O golpe de SIM Swap, também conhecido como golpe do celular clonado, acontece quando criminosos transferem indevidamente o número de telefone da vítima para outro chip. Com essa fraude, eles conseguem receber chamadas, mensagens e códigos de verificação, obtendo acesso a contas bancárias, redes sociais e outros aplicativos.

Pensando nisso, nossa equipe de segurança preparou dicas práticas para ajudar você a identificar e se proteger desse tipo de golpe:

Como o golpe do SIM Swap funciona?

Os criminosos seguem uma sequência estratégica para aplicar o golpe do celular clonado:

  • Coleta de dados: os fraudadores capturam informações pessoais da vítima por meio de phishing (tipo de ataque cibernético que induz as pessoas a compartilharem dados confidenciais e baixar malware), redes sociais ou vazamentos de dados.
     
  • Contato com a operadora: com esses dados em mãos, eles entram em contato com a operadora, fingem ser a vítima e solicitam a troca do chip, geralmente alegando perda ou defeito.
     
  • Controle do celular: com o novo chip ativo, os criminosos recebem suas ligações, mensagens e códigos de autenticação, podendo acessar contas bancárias, redes sociais e outros serviços.
     
  • Portabilidade e alteração de plano: em alguns casos, os criminosos ainda solicitam a portabilidade do número ou mudam o plano telefônico, dificultando a recuperação da linha.

Casos reais de golpe

Os golpes digitais, como o SIM Swap, não escolhem tamanho, profissão ou fama: qualquer pessoa pode ser alvo, de celebridades e executivos a sua mãe, um amigo ou vizinha. É possível que você conheça alguém que já tenha sido vítima desse tipo de fraude no celular. Veja alguns casos que ganharam repercussão:

Jack Dorsey (CEO do Twitter): em 2019, a conta de Dorsey no Twitter foi invadida após um ataque de SIM Swap. Durante cerca de 15 minutos, os hackers postaram mensagens ofensivas, até que o controle fosse retomado. A falha aconteceu quando a operadora reatribuiu, indevidamente, o número de Dorsey ao SIM de um invasor.

Michael Terpin (CEO do Transform Group): em 2020, Michael Terpin foi vítima de um golpe que resultou em perdas superiores a US$ 23 milhões. Segundo a ação judicial, o ataque ocorreu em 2018, quando o fraudador tinha apenas 15 anos. O caso ganhou repercussão internacional e alertou para os riscos crescentes dos golpes online.

Como saber se fui vítima do golpe do celular clonado? 

Se você acha que teve seu chip de celular clonado, entre em contato imediatamente com sua operadora, banco e instituições relacionadas. 

Aqui estão alguns sinais de alerta:

  • Sem sinal algum: o sinal mais claro de uma troca de SIM é a perda total do sinal. Mensagens de texto e ligações estranhas sobre, por exemplo, uma mudança no seu sinal de celular, são preocupantes e devem ser monitoradas. No entanto, se o seu SIM tiver sido desativado, você não poderá nem ligar ou enviar mensagens de texto para o atendimento ao cliente.
     
  • Atividade incomum nas redes sociais: atividades suspeitas podem indicar a invasão da sua conta.
     
  • Novo dispositivo: sua operadora informa que seu número de telefone ou cartão SIM foi ativado em outro dispositivo.
     
  • Sem acesso à conta: se você não consegue acessar seus cartões de crédito e/ou contas bancárias e suas credenciais de login não funcionam mais, pode ter sido vítima de um golpe.

Como proteger seu celular?

  • Evite expor seus dados pessoais: golpistas usam informações como nome, telefone e CPF para enganar a operadora. Proteja seus dados e evite compartilhá-los em redes sociais ou sites suspeitos.
     
  • Não clique em links suspeitos: os fraudadores podem enviar e-mails ou mensagens se passando pela operadora, informando sobre alterações no plano ou contratação de serviços. Sempre entre em contato pelo canal oficial.
     
  • Ative a verificação em duas etapas: utilize autenticação de dois fatores em e-mails, redes sociais e aplicativos bancários para dificultar o acesso de terceiros.
     
  • Fique atento à perda de sinal: se seu celular perder o sinal sem motivo aparente, entre em contato imediatamente com a operadora e solicite o bloqueio do número para evitar fraudes.

Proteja-se com a Unicred

Se você é cooperado, saiba que pode contar com o apoio da Unicred sempre que precisar. Em caso de dúvida ou suspeita de fraude, fale imediatamente com seu Gerente de Relacionamento ou entre em contato pelos nossos canais oficiais.

Segurança começa com informação. Compartilhe este conteúdo e ajude a proteger mais pessoas.
 

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