Medicina: atividade de alta performance

Anos de preparação, disciplina, pressão por resultados, decisões que exigem concentração e uma rotina que muitas vezes ultrapassa o horário de trabalho.

Essa descrição pode falar da trajetória de um atleta de alto rendimento. Mas também diz muito sobre quem escolheu a medicina.

As duas carreiras exigem preparo constante, responsabilidade e capacidade de lidar com pressão. Em ambas, chegar a um alto nível de desempenho envolve muito mais do que aquilo que acontece no momento da competição ou do atendimento. Existe uma construção longa, feita de estudo, treino, escolhas e adaptação.

Como resume o Dr. Remaclo Fischer, presidente da Unicred do Brasil:

“O médico passa muitos anos construindo sua trajetória profissional, mas essa história não se resume ao trabalho. Existem planos, conquistas e escolhas pessoais que também fazem parte desse percurso.”

 

É justamente essa trajetória que aproxima a medicina do esporte de alta performance. Uma comparação que ajuda a falar de desempenho, carreira e cuidado.

Medicina exige anos de preparo ao longo da carreira

Para um atleta, chegar ao alto rendimento exige anos de treinamento. Na carreira médica, a preparação também é extensa.

Graduação, residência, especialização, atualização científica e desenvolvimento de novas competências fazem parte de uma profissão em que o aprendizado continua muito depois da formação inicial.

A Demografia Médica no Brasil 2025 ajuda a dimensionar esse percurso: 59,1% dos médicos registrados no país eram especialistas, e a obtenção do título podia ocorrer por residência médica ou por exames de titulação das sociedades de especialidade.

Assim como um atleta segue treinando após disputar grandes competições, os médicos precisam acompanhar novos conhecimentos, técnicas e mudanças que fazem parte da evolução da medicina.

Pressão, responsabilidade e tomada de decisão na rotina médica

No esporte de alta performance, poucos segundos podem definir uma prova. Na medicina, decisões importantes também podem precisar ser tomadas rapidamente e em contextos de alta responsabilidade.

Plantões, atendimentos simultâneos, situações de urgência, acompanhamento de casos complexos e gestão de equipes fazem parte de rotinas diferentes, mas têm algo em comum: exigem atenção, preparo e capacidade de decisão.

E toda essa exigência também afeta quem exerce a profissão.

Em setembro de 2026, o Conselho Federal de Medicina dedicou parte do X Congresso de Humanidades Médicas à saúde mental dos médicos, com a discussão “Saúde mental: dedicação não é autodestruição”. O tema chama atenção para um ponto importante: reconhecer a dedicação exigida pela medicina não significa tratar sobrecarga e esgotamento como parte inevitável da profissão.

Cuidar de si também faz parte da carreira médica

Um atleta não se prepara apenas durante o treino. Descanso, recuperação, acompanhamento e organização também fazem parte do processo.

Na carreira médica, esse cuidado pode envolver saúde física e emocional, rotina, tempo com a família, desenvolvimento profissional e organização financeira.

Isso não significa colocar sobre o médico toda a responsabilidade pelo próprio bem-estar. As condições e jornadas de trabalho também têm um papel importante. Ainda assim, reconhecer a necessidade de apoio ajuda a desfazer a ideia de que dedicação profissional precisa ser sinônimo de desgaste constante.

Para quem passa boa parte do tempo cuidando de outras pessoas, encontrar espaço para cuidar da própria trajetória também importa.


Dia do Médico: Unicred aproxima medicina e esporte de alta performance

Foi a partir dessas semelhanças que nasceu a campanha da Unicred para o Dia do Médico de 2026.

Com o conceito “Seu esforço é como o de um grande atleta. Seu reconhecimento e cuidado também precisam ser”, a campanha aproxima a medicina do esporte de alto rendimento para destacar o preparo, a disciplina, a pressão e a dedicação presentes nas duas trajetórias.

O filme reúne a judoca olímpica Ketleyn Quadros, a médica e cooperada Marina Klein e o médico de atletas de alta performance Mateus Falcão, também cooperado.

As histórias mostram que, embora esporte e medicina sejam universos diferentes, existem pontos de encontro importantes naquilo que acontece antes do resultado: preparação, constância, escolhas difíceis e necessidade de suporte.

Clique na imagem e assista ao filme da campanha:

A campanha também reforça a relação histórica da Unicred com os profissionais da saúde e sua proximidade com quem vive os desafios e as decisões dessa carreira.

Quem cuida também precisa ser cuidado

Comparar medicina e esporte de alto rendimento não significa valorizar jornadas cada vez mais intensas.

A aproximação ajuda a reconhecer o nível de preparo, responsabilidade e dedicação envolvido nessas duas carreiras e reforça que um bom desempenho também depende de apoio, estrutura e planejamento.

Na medicina, isso vale desde a formação até as escolhas que acompanham cada etapa da vida profissional e pessoal.

No Dia do Médico, a homenagem da Unicred parte justamente desse reconhecimento: valorizar quem dedica a carreira ao cuidado e lembrar que esses profissionais também precisam encontrar espaço para cuidar de si e dos próprios planos.

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Referências

Associação Médica Brasileira, FMUSP e Ministério da Saúde. Demografia Médica no Brasil 2025.
Conselho Federal de Medicina. CFM debate o adoecimento mental de médicos e o sentido da profissão.
Conselho Federal de Medicina. Comissão do CFM retoma trabalhos para enfrentar desafios da saúde mental do médico.

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